Arquivos Psicologia - Nádia Bossa
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Transtorno do pânico

Transtorno do pânico é uma doença real que pode ser tratada com sucesso. Ela é caracterizada por diversos ataques de pânico, normalmente acompanhados por coração acelerado, suor, fraqueza, ou tontura. Durante esses ataques, as pessoas com transtorno de pânico podem ruborizar ou sentir frio; suas mãos podem formigar ou adormecer; e elas podem sentir náuseas, dor no peito ou sensações sufocantes. Os ataques de pânico normalmente produzem um senso de irrealidade, medo de desgraça iminente ou medo de perder o controle.

O medo dos próprios inexplicáveis sintomas físicos é também um sintoma do transtorno de pânico. As pessoas que possuem ataques de pânico às vezes acreditam que estão tendo um ataque do coração, perdendo a cabeça, ou a beira da morte. Elas podem prever quando ou onde os ataques irão ocorrer, e mesmo entre os episódios, muitas se preocupam intensamente e temem o próximo ataque.

Ataques de pânico podem ocorrer em qualquer momento, até mesmo durante o sono. Um ataque dura normalmente picos de dez minutos, mas alguns sintomas podem durar muito mais.

O transtorno do pânico afeta cerca de 6 milhões de adultos americanos e é duas vezes mais comum em mulheres. Ataques de pânico frequentemente começam em adolescentes mais velhos ou jovens adultos, mas não é todo mundo que tem ataque de pânico que irá desenvolver transtorno de pânico. Muitas pessoas só possuem um ataque e nunca mais terá outro. A tendência para desenvolver ataque de pânico parece ser hereditária.

Pessoas que possuem ataques de pânico completos e repetidos podem ficar muito incapacitados por sua condição e devem buscar tratamento antes delas começarem a evitar lugares ou situações onde os ataques de pânico ocorreram.  Por exemplo, se um ataque de pânico aconteceu no elevador, alguém com transtorno de pânico pode desenvolver um medo de elevador que pode afetar a escolha de um trabalho ou de um apartamento, e pode restringir onde essa pessoa pode buscar tratamento médico ou aproveitar algum entretenimento. 

Algumas vidas de pessoas se tornam tão restritas que elas evitam atividades normais, como fazer compras no shopping ou dirigir. Cerca de um terço fica preso em casa ou só são capazes de enfrentar uma temida situação quando estão acompanhadas por um cônjuge ou uma pessoa de confiança. Quando a condição progride até essa situação, é chamado de agorafobia ou medo de lugares abertos.

Tratamentos precoces podem prevenir agorafobia, mas pessoas com síndrome do pânico podem ir de médicos à médicos por anos e podem visitar a ala de emergência repetidamente antes de alguém diagnosticar corretamente a sua condição. Isso é lamentável, pois transtorno de pânico é um dos transtornos de ansiedade mais tratáveis, respondendo na maioria das vezes a certo tipo de medicação ou a certos tipos de psicoterapia cognitiva, que ajudam a mudar os pensamentos que levam ao medo e a ansiedade. 

Transtorno do pânico é frequentemente acompanhado por outros problemas sérios, como por exemplo, a depressão, abuso de drogas ou alcoolismo. Essas condições precisam ser tratadas separadamente. Sintomas de depressão incluem sentimentos de tristeza ou desesperança, mudança no apetite ou nos padrões de sono, baixa energia e dificuldade de concentração. Muitas pessoas com depressão podem ser tratadas com antidepressivos, certas psicoterapias ou uma combinação dos dois fatores.  

Depoimentos

“Para mim, um ataque de pânico é quase uma experiência violenta. Eu me sinto desconectado da realidade. Eu sinto como se eu estivesse perdendo o controle de uma maneira muito extrema. Meu coração bate muito forte, eu sinto que eu não consigo controlar minha respiração e há uma sensação avassaladora de que as coisas estão batendo em mim.”

“Começou há 10 anos atrás, quando eu tinha acabado de me formar na faculdade e estava começando um novo trabalho. Eu estava sentada em um seminário de negócios em um hotel e essa sensação veio do nada. Eu senti como se eu estivesse morrendo.”

“Entre os ataques, existe um pavor e ansiedade que isso irá acontecer novamente. Eu tenho medo de voltar para lugares onde eu já tive um ataque de pânico. Ao menos que eu consiga ajuda, não há lugar nenhum onde eu posso ir e me sentir a salvo do ataque de pânico.”

Texto extraído do material “Anxiety Disorders”, por National Institute of Mental Health.

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Transtorno de Fobia Social

Transtorno de Fobia Social, também chamado de Transtorno de Ansiedade Social, é diagnosticado quando a pessoa se torna exageradamente ansiosa e excessivamente rigorosa consigo mesma em situações sociais. Pessoas com fobia social possuem um intenso, persistente e crônico medo de serem observados e julgados por outros, e de realizarem coisas que poderá envergonhá-las. Elas podem se preocupar por dias ou até mesmo semanas antes de uma determinada situação. Esse medo pode se tornar tão severo que pode interferir no trabalho, escola ou em qualquer outra situação comum do dia-a-dia, e isso pode interferir na possibilidade de fazer amizade ou de mantê-las. 

Embora muitas pessoas com fobia social percebam que seus medos de estarem com outras pessoas são excessivos ou irracionais, elas são incapazes de superá-los. Mesmo que eles consigam enfrentar seus medos e fiquem rodeados de pessoas, normalmente eles ficam muito ansiosos antecipadamente, ficam desconfortáveis durante os encontros e depois, se preocupam em como eles foram julgados.

A fobia social pode ser limitada à uma situação (como por exemplo, falar com alguma pessoa, comer ou beber algo, ou escrever na lousa em frente a outras pessoas) ou pode ser ampla, onde a pessoa se sente ansiosa perto de qualquer pessoa que não seja sua família.

Os sintomas físicos que podem acompanhar esse transtorno são: rubor, suor intenso, tremedeira, náusea, e dificuldade para falar. Quando esses sintomas aparecem, as pessoas com o transtorno de fobia social sentem como se todas as pessoas estivessem olhando para elas. 

Transtorno de fobia social afeta cerca de 15 milhões de americanos adultos. Homens e mulheres podem desenvolver igualmente a doença, a qual normalmente começa na infância ou no início da adolescência. Existem algumas evidências que há fatores genéticos envolvidos. Esse transtorno é sempre acompanhado por outros transtornos de ansiedade ou depressão, e o abuso de substâncias pode acontecer se as pessoas tentarem se automedicar para melhorar a ansiedade. 

O transtorno de fobia social pode ser tratado com certos tipos de psicoterapia ou medicação.

Depoimentos 

“Em qualquer situação social, eu sinto medo. Eu já começo a me sentir ansioso antes mesmo de sair de casa, e isso vai aumentando na medida em que eu vou chegando ao lugar, como por exemplo, na sala de aula, uma festa, ou qualquer outra situação. Eu me sinto doente, na maioria das vezes é como se eu tivesse com gripe. Meu coração acelera, minhas mãos começam a soar e eu tenho um sentimento de que estou fora de mim mesmo.”

“Quando eu estou chegando em um lugar cheio de gente, eu sinto que todo mundo está olhando para mim e eu fico com o rosto vermelho. Eu fico com vergonha de ficar sozinho em um canto, mas eu também não consigo pensar em nada para dizer para alguém. Isso é humilhante. Eu me sinto tão desajeitado e não vejo a hora de ir embora.”

Texto extraído do material “Anxiety Disorders”, por National Institute of Mental Health.

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Transtorno de Estresse Pós Traumático

O Transtorno de Estresse Pós Traumático se desenvolve após uma situação terrível que envolveu dano físico ou ameaça ao dano físico. A pessoa que desenvolve esse transtorno pode ter passado por isso, ou esse dano aconteceu à alguma pessoa próxima, ou a pessoa pode ter apenas presenciado alguma situação traumática.

O Transtorno de Estresse Pós Traumático chamou a atenção da população pela primeira vez em relação aos veteranos de guerra, mas isso pode ter sido resultado de uma variável de acidentes traumáticos, como assalto, estupro, tortura, sequestro, abuso, acidente de carro/trem/avião, bombas ou até mesmo em relação à desastres naturais, como inundações ou terremotos. 

Pessoas com esse transtorno podem se assustar facilmente, se tornarem emocionalmente “entorpecidos” (especialmente com as pessoas com quem costumavam ser próximos), perder o interesse em coisas que costumavam gostar, terem dificuldade em demonstrar afeto, ficarem irritados, se tornarem mais agressivos ou até mesmo violentos. Elas evitam situações que as lembram o acidente, e os dias de aniversário do acidente são muito difíceis. Os sintomas parecem ser piores se o evento que os desencadeia foi iniciado por outra pessoa, como em um assalto ou sequestro. 

Muitas pessoas com transtorno de estresse pós traumático revivem o trauma repetitivamente nos pensamentos durante o dia e durante os pesadelos quando elas estão dormindo. Isso é chamado de flashback. Flashbacks consistem em imagens, sons, cheiros ou sentimentos, e são frequentemente desencadeados por situações comuns, como uma porta batendo ou o barulho de um escapamento de carro na rua. A pessoa que está tendo um flashback perde o contato com a realidade e acredita que o incidente traumático está acontecendo tudo de novo. 

Não é toda pessoa traumatizada que desenvolve o transtorno de estresse pós traumático. Normalmente, os sintomas aparecem após mais ou menos três meses do acidente, mas ocasionalmente podem aparecer anos depois. Eles devem durar mais de um mês para ser considerado Transtorno de Estresse Pós Traumático. O curso da doença pode variar. Existem pessoas que se recuperam com seis meses, enquanto outras continuam tendo sintomas que duram muito mais. Em algumas pessoas, essa condição se torna crônica. 

O Transtorno de Estresse Pós Traumático afeta cerca de 7.7 milhões de adultos americanos, mas ele pode aparecer em qualquer idade, inclusive na infância. Mulheres são mais propensas a desenvolver o transtorno do que homens, e existem evidências que pode ser passado de geração para geração. O transtorno é geralmente acompanhado por depressão, abuso de substâncias, ou um ou mais dos outros transtornos de ansiedade. 

Normalmente, certos tipos de medicamentos e certos tipos de psicoterapia tratam os sintomas do Transtorno de Estresse Pós Traumático com eficácia. 

Depoimentos

“Eu fui estuprada quando eu tinha 25 anos. Durante muito tempo, eu falava sobre o estupro como se fosse algo que tinha acontecido com outra pessoa. Após, eu estava bem ciente que isso tinha acontecido comigo, mas não existia nenhum sentimento.”

“Então, eu comecei a ter flashbacks. Eles vieram até mim como se fossem respingos de água. Eu fiquei aterrorizada. De repente, eu fiquei revivendo o estupro a todo instante. Eu não estava consciente de nada do que acontecia em minha volta, eu estava em uma bolha, como se eu estivesse flutuando. E isso era assustador. Os flashbacks me desconcertavam.”

“O sequestro aconteceu na semana antes do Dia das Bruxas e eu não consigo acreditar na ansiedade e no medo que eu sinto todos os anos perto dessa data de comemoração. É como se eu tivesse visto um lobisomem. Eu não consigo relaxar, dormir e não quero estar com mais ninguém. Eu me pergunto se algum dia eu estarei livre desse problema horrível.”

Texto extraído do material “Anxiety Disorders”, por National Institute of Mental Health.

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Fobias Específicas

Uma fobia específica é um medo intenso e irracional de algo que apresenta pouca ou até mesmo nenhuma ameaça. Algumas das mais comuns fobias são: altura, escadas rolantes, túneis, estradas, espaços fechados, água, voar, cachorros, aranhas, e machucados envolvendo sangue. As pessoas com fobias específicas podem ser capazes de esquiar a montanha mais alta do mundo com facilidade, mas não são capazes de subir até o quinto andar de um prédio, por exemplo. Quando os adultos com fobias percebem que esses medos são irracionais, eles costumam pensar em enfrentar eles, porém o objeto ou situação temida provocam um ataque de pânico ou uma ansiedade muito severa.

Fobias específicas afetam cerca de 19.2 milhões de adultos americanos e são duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Elas costumam aparecer na infância ou na adolescência e tendem a persistir até a idade adulta. As causas das fobias específicas ainda não muito bem entendidas, mas há algumas evidências que demonstram que há uma tendência do desenvolvimento ser hereditário.

Se o objeto ou situação temida são fáceis de evitar, as pessoas que possuem fobias específicas não costumam procurar ajuda. Mas se esse ato de evitar interfere no trabalho ou na vida pessoal, isso pode se tornar problemático e é necessário que haja um tratamento.

As fobias específicas respondem muito bem à psicoterapias responsavelmente direcionadas.

Depoimentos

“Eu tenho medo de morrer voando, então eu nunca mais viajei de avião. Eu costumo temer uma viagem de avião um mês antes de viajar. É um sentimento horrível quando as portas do avião fecham e eu me sinto preso. Meu coração começa a bater mais forte e eu começo a suar muito. Quando o avião está prestes a decolar, o sentimento de que eu não posso sair dali só é reforçado. Quando eu penso na sensação de estar voando, eu já me imagino perdendo o controle, pirando e escalando paredes, mas é claro que eu nunca fiz isso. Eu não tenho medo de bater em outro avião ou passar por turbulências. É só esse sentimento de se sentir preso. Eu pensei em mudar de emprego e eu tive que pensar “Eu teria que voar?”. Hoje em dia, eu só vou para lugares onde eu posso ir dirigindo ou através de trem. Meus amigos sempre perguntam por que viajar de trem não me incomoda, se eu também não posso sair de uma viagem enquanto ele está em alta velocidade. E eu só respondo que esse medo não é racional, então não sei.”

Texto extraído do material “Anxiety Disorders”, por National Institute of Mental Health

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Psicopedagogia: em busca do sujeito autor

A Psicopedagogia, campo no qual floresceu o conceito de sujeito autor, é uma área de estudo interdisciplinar; que olha para o sujeito como um todo no contexto no qual está inserido; que estuda os caminhos do sujeito que aprende e apreende, adquire, elabora, saboreia e transforma em saber o conhecimento. É uma área de estudos de aplicação específica, uma vez que investiga conhecimentos em outros campos, mas cria seu próprio objeto de estudo e delimita seu campo de atuação.

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Psicopedagogo: ser ou não ser, eis a questão…

A questão da complexidade do papel do psicopedagogo na sua atuação preventiva, tanto quanto na sua atuação clínica, e a importância das condições pessoal e de formação desse papel, é sempre uma grande preocupação do profissional consciente da sua responsabilidade na vida das outras pessoas. Utilizar a afetividade como elemento facilitador, e não como um obstáculo é uma tarefa extremamente árdua.

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