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Meios de tratamento para os Transtornos de Ansiedade

Em geral, os Transtornos de Ansiedade são tratados com medicamentos, tipos específicos de psicoterapias, ou os dois em conjunto. A escolha do tratamento depende do tipo de problema e da preferência da pessoa. Antes do tratamento começar, o médico deve conduzir uma avaliação diagnóstica muito cuidadosa para verificar se os sintomas apresentados estão sendo causados por um transtorno de ansiedade ou por um problema físico. Se for diagnosticado um transtorno de ansiedade, é necessário identificar qual é ou quais são, e também se existe outras condições, como depressão ou abuso de drogas. Às vezes, o alcoolismo, a depressão ou outras condições que coexistem junto com o transtorno de ansiedade, possuem um efeito muito forte no indivíduo, portanto é necessário  esperar que essas condições estejam sob controle para depois iniciar o tratamento. 

As pessoas que possuem algum Transtorno de Ansiedade e que já receberam algum tipo de tratamento, devem informar ao médico acerca desse tratamento em detalhes. Se elas receberam alguma medicação, elas devem falar ao doutor qual medicação foi utilizada, qual foi a dosagem no início do tratamento, assim como, se a dosagem aumentou ou diminuiu até o fim dele, quais foram os efeitos que ocorreram, e se o tratamento fez com que elas se sentissem menos ansiosas. Se elas passaram por psicoterapia, elas devem descrever o tipo da terapia, quantas vezes elas iam por semana, e se elas acham que foi útil. 

Normalmente, as pessoas acreditam que elas tenham falhado no tratamento ou que o tratamento não deu certo para elas, porém, se isso acontece, é porque não foi administrado por um período de tempo adequado ou foram utilizados diferentes tratamentos e combinações. Às vezes, as pessoas precisam tentar diferentes tratamentos ou combinações de tratamentos antes de achar um que realmente funcione para elas. 

 

Medicação

As medicações não irão curar os Transtornos de Ansiedade, mas elas podem os manter sob controle enquanto a pessoa está passando por psicoterapia. Medicamentos precisam ser prescritos por médicos, e normalmente são prescritos por psiquiatras, os quais podem trabalhar em conjunto com psicólogos para oferecer psicoterapia. As principais medicações que são utilizadas para os Transtornos de Ansiedade são antidepressivos, ansiolíticos, e bloqueadores beta para controlar alguns dos sintomas físicos. Com um tratamento adequado, muitas pessoas com esses transtornos podem levar vidas normais e gratificantes. 

Antidepressivos: Antidepressivos foram desenvolvidos para tratar a depressão, mas também são efetivos para os Transtornos de Ansiedade. Embora essas medicações começam a alterar a química do cérebro logo após a primeira dose, seu efeito por completo requer uma série de mudanças para ocorrer. Normalmente, leva cerca de quatro a seis semanas até os sintomas começarem a desaparecer. É muito importante que haja continuidade no tratamento com os medicamentos tempo suficiente para eles funcionarem. 

Ansiolíticos: Essas medicações combatem a ansiedade e possuem poucos efeitos colaterais além da sonolência. As pessoas podem se acostumar com a dose deste medicamento e podem precisar de doses maiores para conseguirem o mesmo efeito, portanto esses remédios são prescritos por períodos curtos de tempo, especialmente para as pessoas que possuem algum vício relacionado à drogas ou álcool, ou que se tornam facilmente dependentes de remédios. Uma exceção para essa regra é para as pessoas com Transtorno de Pânico, que podem tomar ansiolíticos por mais de um ano sem algum prejuízo. 

Bloqueadores beta: São utilizados para prevenir os sintomas físicos que acompanham certos Transtornos de Ansiedade, principalmente no Transtorno de Fobia Social. Quando uma temida situação pode ser prevista, como por exemplo um discurso na frente de muitas pessoas, um médico pode prescrever esse tipo de medicação para manter os sintomas físicos da ansiedade sob controle.

 

Observações sobre tomar medicações

Antes de tomar qualquer medicação para um Transtorno de Ansiedade:

  • Pergunte ao seu médico quais são os efeitos/efeitos colaterais.
  • Diga à seu médico acerca de qualquer terapia alternativa ou medicamentos que está usando.
  • Pergunte ao seu médico quando e como o uso do remédio tem que ser interrompido. Alguns medicamentos não podem ser interrompidos abruptamente, seu uso deve ser diminuído aos poucos com a supervisão de um médico. 
  • Trabalhe em conjunto com o seu médico para pensar e determinar qual medicação é certa para você e qual dosagem é melhor.
  • É necessário ficar atento que algumas medicações só são efetivas se tomadas regularmente. E que os sintomas podem reaparecer se houver o rompimento do uso da medicação.

 

Psicoterapia

A psicoterapia, basicamente, consiste em se consultar com um psicólogo, o qual é um profissional de saúde mental, para descobrir o que causa o Transtorno de Ansiedade e como é possível lidar com os sintomas.

 

Texto extraído do material “Anxiety Disorders”, por National Institute of Mental Health.

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Transtorno do pânico

Transtorno do pânico é uma doença real que pode ser tratada com sucesso. Ela é caracterizada por diversos ataques de pânico, normalmente acompanhados por coração acelerado, suor, fraqueza, ou tontura. Durante esses ataques, as pessoas com transtorno de pânico podem ruborizar ou sentir frio; suas mãos podem formigar ou adormecer; e elas podem sentir náuseas, dor no peito ou sensações sufocantes. Os ataques de pânico normalmente produzem um senso de irrealidade, medo de desgraça iminente ou medo de perder o controle.

O medo dos próprios inexplicáveis sintomas físicos é também um sintoma do transtorno de pânico. As pessoas que possuem ataques de pânico às vezes acreditam que estão tendo um ataque do coração, perdendo a cabeça, ou a beira da morte. Elas podem prever quando ou onde os ataques irão ocorrer, e mesmo entre os episódios, muitas se preocupam intensamente e temem o próximo ataque.

Ataques de pânico podem ocorrer em qualquer momento, até mesmo durante o sono. Um ataque dura normalmente picos de dez minutos, mas alguns sintomas podem durar muito mais.

O transtorno do pânico afeta cerca de 6 milhões de adultos americanos e é duas vezes mais comum em mulheres. Ataques de pânico frequentemente começam em adolescentes mais velhos ou jovens adultos, mas não é todo mundo que tem ataque de pânico que irá desenvolver transtorno de pânico. Muitas pessoas só possuem um ataque e nunca mais terá outro. A tendência para desenvolver ataque de pânico parece ser hereditária.

Pessoas que possuem ataques de pânico completos e repetidos podem ficar muito incapacitados por sua condição e devem buscar tratamento antes delas começarem a evitar lugares ou situações onde os ataques de pânico ocorreram.  Por exemplo, se um ataque de pânico aconteceu no elevador, alguém com transtorno de pânico pode desenvolver um medo de elevador que pode afetar a escolha de um trabalho ou de um apartamento, e pode restringir onde essa pessoa pode buscar tratamento médico ou aproveitar algum entretenimento. 

Algumas vidas de pessoas se tornam tão restritas que elas evitam atividades normais, como fazer compras no shopping ou dirigir. Cerca de um terço fica preso em casa ou só são capazes de enfrentar uma temida situação quando estão acompanhadas por um cônjuge ou uma pessoa de confiança. Quando a condição progride até essa situação, é chamado de agorafobia ou medo de lugares abertos.

Tratamentos precoces podem prevenir agorafobia, mas pessoas com síndrome do pânico podem ir de médicos à médicos por anos e podem visitar a ala de emergência repetidamente antes de alguém diagnosticar corretamente a sua condição. Isso é lamentável, pois transtorno de pânico é um dos transtornos de ansiedade mais tratáveis, respondendo na maioria das vezes a certo tipo de medicação ou a certos tipos de psicoterapia cognitiva, que ajudam a mudar os pensamentos que levam ao medo e a ansiedade. 

Transtorno do pânico é frequentemente acompanhado por outros problemas sérios, como por exemplo, a depressão, abuso de drogas ou alcoolismo. Essas condições precisam ser tratadas separadamente. Sintomas de depressão incluem sentimentos de tristeza ou desesperança, mudança no apetite ou nos padrões de sono, baixa energia e dificuldade de concentração. Muitas pessoas com depressão podem ser tratadas com antidepressivos, certas psicoterapias ou uma combinação dos dois fatores.  

Depoimentos

“Para mim, um ataque de pânico é quase uma experiência violenta. Eu me sinto desconectado da realidade. Eu sinto como se eu estivesse perdendo o controle de uma maneira muito extrema. Meu coração bate muito forte, eu sinto que eu não consigo controlar minha respiração e há uma sensação avassaladora de que as coisas estão batendo em mim.”

“Começou há 10 anos atrás, quando eu tinha acabado de me formar na faculdade e estava começando um novo trabalho. Eu estava sentada em um seminário de negócios em um hotel e essa sensação veio do nada. Eu senti como se eu estivesse morrendo.”

“Entre os ataques, existe um pavor e ansiedade que isso irá acontecer novamente. Eu tenho medo de voltar para lugares onde eu já tive um ataque de pânico. Ao menos que eu consiga ajuda, não há lugar nenhum onde eu posso ir e me sentir a salvo do ataque de pânico.”

Texto extraído do material “Anxiety Disorders”, por National Institute of Mental Health.

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Transtorno de Fobia Social

Transtorno de Fobia Social, também chamado de Transtorno de Ansiedade Social, é diagnosticado quando a pessoa se torna exageradamente ansiosa e excessivamente rigorosa consigo mesma em situações sociais. Pessoas com fobia social possuem um intenso, persistente e crônico medo de serem observados e julgados por outros, e de realizarem coisas que poderá envergonhá-las. Elas podem se preocupar por dias ou até mesmo semanas antes de uma determinada situação. Esse medo pode se tornar tão severo que pode interferir no trabalho, escola ou em qualquer outra situação comum do dia-a-dia, e isso pode interferir na possibilidade de fazer amizade ou de mantê-las. 

Embora muitas pessoas com fobia social percebam que seus medos de estarem com outras pessoas são excessivos ou irracionais, elas são incapazes de superá-los. Mesmo que eles consigam enfrentar seus medos e fiquem rodeados de pessoas, normalmente eles ficam muito ansiosos antecipadamente, ficam desconfortáveis durante os encontros e depois, se preocupam em como eles foram julgados.

A fobia social pode ser limitada à uma situação (como por exemplo, falar com alguma pessoa, comer ou beber algo, ou escrever na lousa em frente a outras pessoas) ou pode ser ampla, onde a pessoa se sente ansiosa perto de qualquer pessoa que não seja sua família.

Os sintomas físicos que podem acompanhar esse transtorno são: rubor, suor intenso, tremedeira, náusea, e dificuldade para falar. Quando esses sintomas aparecem, as pessoas com o transtorno de fobia social sentem como se todas as pessoas estivessem olhando para elas. 

Transtorno de fobia social afeta cerca de 15 milhões de americanos adultos. Homens e mulheres podem desenvolver igualmente a doença, a qual normalmente começa na infância ou no início da adolescência. Existem algumas evidências que há fatores genéticos envolvidos. Esse transtorno é sempre acompanhado por outros transtornos de ansiedade ou depressão, e o abuso de substâncias pode acontecer se as pessoas tentarem se automedicar para melhorar a ansiedade. 

O transtorno de fobia social pode ser tratado com certos tipos de psicoterapia ou medicação.

Depoimentos 

“Em qualquer situação social, eu sinto medo. Eu já começo a me sentir ansioso antes mesmo de sair de casa, e isso vai aumentando na medida em que eu vou chegando ao lugar, como por exemplo, na sala de aula, uma festa, ou qualquer outra situação. Eu me sinto doente, na maioria das vezes é como se eu tivesse com gripe. Meu coração acelera, minhas mãos começam a soar e eu tenho um sentimento de que estou fora de mim mesmo.”

“Quando eu estou chegando em um lugar cheio de gente, eu sinto que todo mundo está olhando para mim e eu fico com o rosto vermelho. Eu fico com vergonha de ficar sozinho em um canto, mas eu também não consigo pensar em nada para dizer para alguém. Isso é humilhante. Eu me sinto tão desajeitado e não vejo a hora de ir embora.”

Texto extraído do material “Anxiety Disorders”, por National Institute of Mental Health.

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Meu filho odeia estudar

Dra. Nadia Bossa – Revista Claudia – seção Dilema de Mãe

“Tenho três filhos. As duas mais velhas sempre tiraram notas excelentes. Mas o mais novo, que está na 5ª série, não gosta de estudar. Deixa para a última hora e vai mal nas provas. Não sei mais o que fazer. eu e meu marido já tentamos de tudo. Que atitude devo tomar?

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Psicopedagogia: em busca do sujeito autor

A Psicopedagogia, campo no qual floresceu o conceito de sujeito autor, é uma área de estudo interdisciplinar; que olha para o sujeito como um todo no contexto no qual está inserido; que estuda os caminhos do sujeito que aprende e apreende, adquire, elabora, saboreia e transforma em saber o conhecimento. É uma área de estudos de aplicação específica, uma vez que investiga conhecimentos em outros campos, mas cria seu próprio objeto de estudo e delimita seu campo de atuação.

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